
AGRADECIMENTO E POSIÇÃO PÚBLICA SOBRE A CONSULTA PÚBLICA DA CENTRAL EÓLICA DA FRONTEIRA
17 de Agosto, 2026
A NOSSA LUTA FOI COROADA DE SUCESSO — MAS VAMOS CONTINUAR
19 de Agosto, 2026A COOPERATIVA AGRÍCOLA RIBADOURO (EM SENDIM) NÃO PODE FECHAR
A Cooperativa Agrícola Ribadouro está em risco de encerramento definitivo e este ano não haverá campanha de recolha de uvas.
Não está em causa apenas uma empresa ou um edifício. Está em causa o desaparecimento de uma das últimas estruturas produtivas de um território que, durante décadas, viveu da agricultura, da vinha e do trabalho de gerações de homens e mulheres das Terras de Miranda.
Este encerramento é uma tragédia económica, social e territorial.
Durante décadas, a Cooperativa recebeu a produção dos agricultores, criou rendimento, sustentou famílias, alimentou a economia local e ajudou a manter vivas explorações agrícolas e comunidades inteiras. Se desaparecer, muitos produtores ficarão sem futuro e muitas vinhas serão abandonadas.
Quando uma vinha é abandonada, não desaparecem apenas uvas. Perde‑se rendimento, degrada‑se a paisagem, perde‑se conhecimento acumulado durante gerações e acelera‑se o despovoamento — já por si alarmante.
Este encerramento é mais um prego no caixão da Terra de Miranda.
O Poder Local não pode assistir em silêncio
O Poder Local não pode limitar‑se a encarar este encerramento como uma inevitabilidade. Quem governa tem a obrigação política de liderar soluções, reunir instituições, mobilizar recursos e defender aquilo que é estratégico para o território.
Por isso, o Movimento Cultural da Terra de Miranda exige, de novo, uma intervenção imediata, estando disponível para colaborar com as autarquias locais no sentido de encontrar soluções para salvar uma atividade fundamental das nossas terras.
Exigimos ação imediata das autarquias, entidades regionais e Governo
É urgente:
- Uma auditoria técnica e financeira independente, que permita conhecer a situação real da Cooperativa e estabelecer um plano de viabilização.
- A criação de um plano de emergência, com prazos, responsáveis e recursos concretos.
- Uma nova estratégia de gestão e comercialização, capaz de valorizar os vinhos das Terras de Miranda, criar uma marca territorial forte, conquistar novos mercados e ligar a produção vitivinícola à gastronomia, ao turismo e à identidade cultural da região.
A Terra de Miranda tem condições de excelência para produzir vinhos de elevada qualidade e competitividade.
Há várias soluções possíveis para resolver este grave problema, mas só serão possíveis com competência, conhecimento e disponibilidade para trabalhar em conjunto. Mantemos a nossa disponibilidade para ajudar a encontrar uma solução.
Todas as alternativas devem ser estudadas — exceto deixar fechar
Se o atual modelo de gestão da Cooperativa se revelar inviável, devem ser estudadas todas as alternativas:
- reorganização cooperativa,
- entrada de novos parceiros,
- participação pública temporária,
- criação de uma estrutura regional,
- ou qualquer outra solução que assegure a continuidade da produção.
Todas as opções devem estar em cima da mesa — exceto deixar fechar sem lutar.
Não queremos uma região transformada apenas em paisagem para visitar, sem agricultores, empresas, serviços e estruturas que lhe dão vida.
A Terra de Miranda precisa de produção, emprego, investimento e futuro.
A responsabilidade é coletiva, mas quem tem poder de decisão tem uma responsabilidade maior.
Apelo à mobilização
Apelamos aos agricultores, cooperantes, empresários, associações, juntas de freguesia, municípios, instituições e cidadãos da Terra de Miranda para que se mobilizem.
A Cooperativa não pertence apenas aos seus associados. Faz parte do património económico e social de toda uma região.
Salvar a Cooperativa é salvar a vinha, defender os agricultores e defender o futuro da Terra de Miranda.
A COOPERATIVA AGRÍCOLA RIBADOURO (SENDIM) NÃO PODE FECHAR.
Terra de Miranda, 18 de agosto de 2026
https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/08/MCTM-A-CAR-nao-pode-fechar_compressed.pdf


