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O Movimento Cultural da Terra de Miranda agradece a todas as cidadãs, cidadãos e instituições que participaram ativamente na consulta pública relativa ao PDA da Central Eólica da Fronteira (Hibridização da Central Hidroelétrica de Picote).
Mais de 200 pessoas e entidades enviaram a sua participação — mais de 100 apenas no dia de hoje — demonstrando o interesse e a preocupação das populações com o futuro do Planalto Mirandês.
Enquanto Movimento, também apresentámos a nossa participação, naturalmente contra o projeto.
Um dever cumprido
Enquanto movimento cívico e cultural, cumprimos o nosso dever: mobilizámos, informámos e demos voz às preocupações legítimas da população, na defesa da integridade do território, da paisagem, do património, da Língua, da cultura e dos direitos das gentes da Terra de Miranda.
Uma crítica à falta de envolvimento institucional
Lamentamos que o mesmo empenho não tenha sido demonstrado pelo Governo, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), pela Comunidade Intermunicipal (CIM), pelas autarquias locais e pelas forças políticas.
Só com o envolvimento ativo destas entidades a participação das populações poderia ter sido verdadeiramente informada, esclarecida e incentivada.
Sublinhamos ainda que as populações deveriam ter sido informadas há mais de dois anos, quando o processo teve início, e não apenas nos últimos dois meses, como estranhamente aconteceu.
Fica a sensação de que, não fosse a ação dos movimentos cívicos, todo o processo teria passado despercebido, sem qualquer participação popular significativa.Bens comuns que pertencem a todos
Esperamos que os governantes e decisores tenham atuado com a máxima responsabilidade cívica e transparência.
A qualidade do clima, do ar, do sol e da água, a paisagem, a qualidade ambiental, o equilíbrio social, a Língua e a cultura Mirandesas são bens comuns, públicos e inalienáveis — pertencem a todos e não a interesses privados ou puramente extrativos, nem podem ser ameaçados por eles.
O compromisso continua
A causa não se esgota nesta consulta pública. Continuaremos vigilantes, firmes e empenhados na defesa intransigente da Terra de Miranda e do seu Povo.
Terra de Miranda, 17 de agosto de 2026
Movimento Cultural da Terra de Miranda
https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/08/MCTM-Comunicado_Central_Eolica_Fronteira.pdf


