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	<title>Arquivo de Municípios - MCTM</title>
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	<description>Movimento Cultural da Terra de Miranda - Juntos somos mais fortes!</description>
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	<title>Arquivo de Municípios - MCTM</title>
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		<title>Uma grande lição à EDP</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2026 15:25:08 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Movimento Cultural da Terra de Miranda</strong></p>



<h1 class="wp-block-heading">Uma grande lição à EDP</h1>



<p class="wp-block-paragraph">Soube-se hoje que a EDP foi finalmente notificada do valor dos impostos que tem a pagar pelo negócio das barragens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foi o Estado que, por iniciativa própria, fez o que devia ter feito desde o primeiro dia. Não foram os governos, não foram os grandes partidos, não foram os altos dirigentes da Administração Pública, não foram os autarcas que se apressaram a defender a Terra de Miranda. <strong>Foi o Povo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o Povo da Terra de Miranda, organizado neste Movimento, que, durante seis anos, enfrentou uma das empresas mais poderosas do país. Foi o Povo que resistiu, denunciou, estudou, insistiu, incomodou e obrigou o país a olhar para aquilo que muitos queriam esconder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante seis anos, muitos disseram-nos que não valia a pena. Durante seis anos, tentaram calar-nos. Fomos insultados, desprezados, maltratados e perseguidos. <strong>Mas nunca nos vergámos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A EDP, habituada a vergar governantes, políticos nacionais e locais, altos dirigentes da Administração Pública e comentadores sempre disponíveis para justificar o injustificável, encontrou no MCTM aquilo que não esperava: <strong>cidadãos livres, determinados, informados e sem medo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E foi derrotada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi derrotada pela razão, pela lei e pela persistência de um pequeno Movimento que não tem escritórios de luxo, advogados pagos a peso de ouro, avenidas abertas nos ministérios e corredores reservados nos centros do poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos apenas aquilo que sempre nos bastou: <strong>a verdade, a lei, a dignidade da nossa Terra e a força do nosso Povo</strong> e o apoio de outros cidadãos e de alguns responsáveis políticos dignos e defensores intransigentes do interesse público e da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre dissemos que os impostos eram devidos: <strong>o IMI, o IMT, o Imposto do Selo e o IRC.</strong> Sempre dissemos que este negócio não podia passar por cima da lei, dos municípios, das populações e do interesse público. Hoje, isso está consagrado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma vitória do Povo &#8211; e apenas uma etapa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Este dia prova que tínhamos razão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A EDP e os seus parceiros prepararam este negócio como quem prepara e monta uma maquinação do poder. Tudo foi desenhado para que nada falhasse: os obstáculos jurídicos, fiscais, administrativos e políticos foram antecipados, tratados e neutralizados. Tudo foi amansado por uma estratégia de influência que procurou garantir que o negócio se realizasse sem sobressaltos, sem escrutínio, sem impostos e nas costas do Povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas houve uma coisa com que a EDP e os seus servidores não contavam nem controlaram: <strong>a consciência cívica e o levantar da voz da Terra de Miranda.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não controlaram este Movimento, nem a sua capacidade de estudar os dossiês, de confrontar os poderes, de desmontar a narrativa oficial e de obrigar as instituições a responder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A EDP diz que foi aconselhada por reputados fiscalistas. Talvez seja tempo de rever esses elogios. Porque esses reputados especialistas meteram a EDP num problema sério e ajudaram a confirmar aquilo que sempre denunciámos: <strong>este negócio foi construído contra o interesse público e contra a justiça fiscal.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um Movimento de cidadãos sem poder derrotou um exército de influência, arrogância e de malabarismo e ilusionismo jurídico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não nos iludamos: <strong>esta vitória ainda não é o fim. É apenas uma etapa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora é preciso garantir que a Autoridade Tributária faça o seu trabalho com rigor, coragem e independência. Não aceitaremos falhas, atrasos, ambiguidades ou manobras que possam pôr em causa a cobrança integral do que é devido. Já vimos demasiadas vezes como certos dirigentes públicos são rápidos a complicar o que é simples e a fragilizar o que devia ser firme.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estaremos atentos, vigilantes e de pé, até que o último cêntimo seja cobrado.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">A escolha da EDP &#8211; e a escolha dos autarcas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A EDP e os seus parceiros têm agora uma escolha clara: ou se comportam como empresas modernas, competitivas, transparentes e respeitadoras da lei democrática, ou continuarão presos aos tiques coloniais de quem acha que os territórios do interior existem para ser explorados, silenciados e descartados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda não é uma colónia energética. O nosso território não é uma coutada de interesses privados. Os nossos rios, as nossas barragens, os nossos municípios e o nosso Povo não são peças descartáveis em negócios decididos longe de nós e contra nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal é uma democracia, senhores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E numa democracia, o poder económico não está acima da lei. As grandes empresas não estão acima dos cidadãos. Os territórios do interior não estão condenados ao esvaziamento, ao abandono, à exploração nem ao silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixamos também uma palavra clara aos nossos autarcas: <strong>chegou a hora de escolherem de que lado estão.</strong><br>Do lado do Povo que os elegeu ou do lado dos poderes que sempre trataram esta Terra como menor?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Juntem-se a nós. De uma vez por todas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda levantou-se.<br>E quando um povo se levanta com razão, <strong>nem a EDP, nem os governos, nem os interesses instalados o conseguem vergar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Terra de Miranda, 13 de maio de 2026</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-Uma-grande-licao-a-EDP_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-Uma-grande-licao-a-EDP_compressed.pdf</a></p>
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		<title>A ENGIE não pode colonizar a Terra de Miranda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webdouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2026 21:44:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicados]]></category>
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<h1 class="wp-block-heading"><strong>A ENGIE não pode colonizar a Terra de Miranda</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">A ENGIE prepara-se para avançar com a instalação massiva de parques fotovoltaicos e torres eólicas na Terra de Miranda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de desenvolvimento. Não se trata de progresso. Trata-se da continuação de uma estratégia de saque, agora disfarçada de transição energética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois das barragens, a ENGIE vem agora tentar ampliar a sua atividade extrativa a outros recursos da Terra de Miranda como sejam o sol e o vento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro sugaram-nos a energia da água. Agora querem apropriar-se também da força do nosso vento e da luz do nosso sol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes recursos pertencem à Terra de Miranda e ao seu povo. Não podem continuar a ser explorados, vendidos e transformados em lucros de biliões de euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ENGIE quer fazer da Terra de Miranda uma colónia energética. Quer transformar o Planalto Mirandês num imenso estaleiro industrial ao serviço dos seus lucros. Quer ocupar o nosso território, alterar a nossa paisagem, destruir solos, vegetação, fauna, flora e equilíbrio natural, enquanto a riqueza produzida segue para fora. Para cá ficam os impactos. Para cá ficam os danos. Para cá ficam as cicatrizes. O dinheiro, esse, parte a voar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes projetos produzirão biliões de euros em energia elétrica. Biliões gerados com recursos que são nossos, em território que é nosso, à custa da paisagem que herdámos, da agricultura que sustenta famílias, da biodiversidade que nos pertence e da dignidade de uma região que há décadas é tratada como periferia descartável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ENGIE, que nem os impostos municipais quer pagar (devendo à Terra de Miranda e ao país mais de 500 milhões de euros), num dos negócios mais vergonhosos da história recente, vem agora apresentar-se como dona do nosso futuro. Não é dona, nunca foi e nunca será.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem deve 500 milhões ao país não tem autoridade moral para falar em transição energética. Quem nunca pagou o que deve não tem o direito de pedir licença para ficar com mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povo da Terra de Miranda não pode continuar a ser espoliado dos seus recursos naturais. Água, vento e sol não são património gratuito de multinacionais. São recursos do território, da comunidade e das gerações futuras. Quem explora tem de pagar. Quem lucra tem de compensar. Quem destrói tem de reparar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda merece mais do que promessas ocas. Se houver projetos de energia renovável neste território, que sejam projetos que respeitem a paisagem, o ambiente e a identidade do Planalto Mirandês, decididos por quem aqui vive, e não por quem nos vê apenas como fundo de quintal da transição energética dos outros. Que gerem emprego real. Que garantam uma partilha justa, proporcional e vinculativa da riqueza produzida com os recursos desta terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualquer empresa ou promotor que queira operar aqui, dizemos com clareza: venham com respeito, venham com propostas sérias, venham dispostos a partilhar e haverá conversa. Venham como a ENGIE tem vindo, com arrogância, com dívidas por saldar e com desprezo pela nossa autonomia, e encontrarão uma terra que não se deixa dobrar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não nos calam.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não nos calaremos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda não está à venda; a sua paisagem não é descartável; os seus recursos não são gratuitos e o seu povo não é invisível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda exige respeito, justiça e uma compensação proporcional à riqueza que aqui se produz. Exige que essa riqueza sirva, antes de tudo, quem aqui vive, quem aqui trabalha e quem aqui resiste.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O futuro da nossa terra pertence-nos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Movimento Cultural da Terra de Miranda</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra de Miranda, 11 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">terrademiranda.org</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-A-Engie-nao-pode-colonizar-a-Terra-de-MIranda_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-A-Engie-nao-pode-colonizar-a-Terra-de-MIranda_compressed.pdf</a></p>
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		<title>IMPOSTOS SOBRE O NEGÓCIO DAS BARRAGENS</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2026 21:39:05 +0000</pubDate>
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<h2 class="wp-block-heading">Exigência de intervenção do Tribunal de Contas e da Inspeção-Geral de Finanças</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Está iminente a liquidação, pela Autoridade Tributária (AT), de todos os impostos relativos ao negócio da venda das barragens, cumprindo o que o Ministério Público determinou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor a liquidar ultrapassa <strong>500 milhões de euros</strong>, acima dos 335 milhões inicialmente apurados, porque o despacho do MP apenas abrangeu duas das três fases do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As populações da Terra de Miranda e dos restantes oito municípios onde se situam estas barragens têm um <strong>direito irreversível</strong> a receber todas as receitas destes impostos, através dos seus municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida destas comunidades vai mudar — e isso terá um impacto profundo no desenvolvimento regional e nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AT tem agora uma enorme responsabilidade: <strong>respeitar os direitos e expetativas das populações e do País.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, deve realizar uma liquidação juridicamente sólida, sem erros de direito, de procedimento ou de quantificação, que possam ser anulados pela litigância das concessionárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer erro nesta liquidação pode frustrar as expetativas das populações, com consequências imprevisíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de liquidar todos os impostos apurados, a AT deve <strong>complementar o despacho do MP com requisitos jurídico‑tributários</strong> que garantam a legalidade e a transparência do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Movimento Cultural da Terra de Miranda enviou à AT uma exposição detalhada com esses requisitos, dando dela conhecimento às entidades políticas e de controlo competentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mantemos total confiança nos serviços da AT e nos seus funcionários, mas <strong>os erros sistemáticos da sua Direção‑Geral, sempre contra o interesse público, fizeram‑nos perder confiança na sua liderança.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <strong>exigimos que o Tribunal de Contas e a Inspeção‑Geral de Finanças acompanhem imediatamente o processo de liquidação</strong>, analisando‑o antes da sua emissão, para garantir que não se repetem erros que prejudiquem as populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa exposição permanece reservada, mas será divulgada se houver indícios de que a AT não a respeitou.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terra de Miranda, 4 de maio de 2026</strong><br><strong>MOVIMENTO CULTURAL DA TERRA DE MIRANDA</strong><br><a href="https://terrademiranda.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terrademiranda.org</a></p>





<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-Impostos-sobre-o-negocio-das-barragens_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/05/MCTM-Impostos-sobre-o-negocio-das-barragens_compressed.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Também a Justiça Europeia confirma o que este Movimento sempre disse acerca do negócio das barragens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webdouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 11:20:12 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo acontecimento desta semana tornou mais próxima a cobrança dos impostos<br>devidos pelo negócio das barragens.<br>O entendimento, agora tornado público no Tribunal de Justiça da União Europeia<br>(TJUE), confirma, de forma inequívoca, aquilo que, desde o primeiro momento, este<br>Movimento tem afirmado: os impostos relativos ao negócio das barragens são devidos<br>e devem ser cobrados e pagos.<br>A Advogada-Geral do TJUE concluiu, de forma clara, que a liquidação de IMT (e<br>também do Imposto do Selo) sobre a transmissão de imóveis e outros ativos não viola<br>a Diretiva Europeia da reunião de capitais, mesmo que sejam utilizados para o<br>aumento do capital das sociedades adquirentes. Ou seja: não existe qualquer<br>fundamento jurídico europeu que permita afastar o pagamento desses impostos (ver<br>notícia e link para as conclusões aqui).<br>Esta diretiva foi utilizada pela EDP e pela Movhera para justificar a não liquidação dos<br>impostos devidos. Foi igualmente invocada pela Diretora-Geral da Autoridade Tributária<br>para alterar o entendimento anteriormente assumido num processo semelhante. Hoje,<br>essa interpretação sofre uma derrota inequívoca na instância judicial máxima da União<br>Europeia.<br>O próprio texto das conclusões da Advogada-Geral descreve com rigor o mecanismo<br>utilizado no negócio das barragens, ao alertar que o imposto sobre a transmissão de<br>imóveis não pode ser contornado através da transferência prévia do imóvel para uma<br>sociedade de capitais e da subsequente venda das respetivas participações sociais.<br>Pode ler-se no texto: “Caso contrário, a obrigação de pagar o imposto sobre a<br>transmissão de imóveis poderia facilmente ser contornada nas transmissões de<br>imóveis, transferindo‑se o bem imóvel para uma sociedade de capitais antes da venda<br>planeada e transferindo, no futuro, já só todas as participações sociais nessa<br>sociedade”.<br>Durante mais de cinco anos, este Movimento sustentou que tanto o IMT como o<br>Imposto do Selo eram legalmente exigíveis no negócio das barragens. A Justiça<br>Europeia vem agora confirmar essa posição.<br>Todas as intervenções da Justiça portuguesa e europeia confirmam a justeza da nossa<br>luta e a obrigação das concessionárias pagarem os impostos devidos.<br>Perante este novo enquadramento, já não subsistem justificações para manter a<br>inércia. A Autoridade Tributária deve, também aqui, rever a sua posição e assegurar a<br>cobrança integral dos impostos devidos.<br>Todas as decisões e entendimentos da Justiça confirmaram a justeza da nossa luta. E<br>cada adiamento na aplicação da lei apenas prolonga uma situação que prejudicou a<br>Terra de Miranda e o País, beneficiando exclusivamente as concessionárias envolvidas.<br>Terra de Miranda, 2 de março de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/02/MCTM-Tambem-a-Justica-Europeia-confirma-o-que-este-Movimento-sempre-disse-acerca-do-negocio-das-barragens-1_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/02/MCTM-Tambem-a-Justica-Europeia-confirma-o-que-este-Movimento-sempre-disse-acerca-do-negocio-das-barragens-1_compressed.pdf</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://terrademiranda.org/tambem-a-justica-europeia-confirma-o-que-este-movimento-sempre-disse-acerca-do-negocio-das-barragens/">Também a Justiça Europeia confirma o que este Movimento sempre disse acerca do negócio das barragens</a> aparece primeiro em <a href="https://terrademiranda.org">MCTM</a>.</p>
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		<item>
		<title>Carta Aberta ao Tribunal de Contas e aos Municípios da Terra de Miranda Exigimos responsabilidade financeira pela falta de cobrança do IMI das barragens</title>
		<link>https://terrademiranda.org/carta-aberta-ao-tribunal-de-contas-e-aos-municipios-da-terra-de-miranda-exigimos-responsabilidade-financeira-pela-falta-de-cobranca-do-imi-das-barragens/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 11:29:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Carta Aberta ao Tribunal de Contas e aos Municípios da Terra de Miranda Exigimos responsabilidade financeira pela falta de cobrança do IMI das barragens Vimos, por<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carta Aberta ao Tribunal de Contas e aos Municípios da Terra de Miranda Exigimos responsabilidade financeira pela falta de cobrança do IMI das barragens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vimos, por este meio, exigir a responsabilidade financeira do Estado e dos seus dirigentes pela falta de liquidação e cobrança do IMI das barragens.<br>É público que a Autoridade Tributária (AT) liquidou e cobrou IMI sobre barragens da Terra de Miranda antes de 2014, nomeadamente sobre a barragem de Bemposta.<br>É igualmente público que, em dezembro de 2015, a atual Diretora-Geral da AT emitiu um despacho confirmando que esse imposto era devido, sustentando-se num parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) de 2006, que impunha a sua liquidação.<br>Contudo, menos de 6 meses depois, a mesma Diretora-Geral emitiu novo despacho em<br>sentido contrário. Nesse despacho determinou a devolução à EDP de todo o IMI anteriormente pago relativamente às barragens e proibiu os Serviços de Finanças de procederem a novas liquidações.<br>Essa situação de inação, ilegal e injustificada, manteve-se até 2024, ano em que o Secretário de Estado Nuno Félix emitiu três despachos determinando que a Diretora  Geral da AT retomasse a liquidação do IMI das barragens.<br>Tal significa que todo o IMI anterior a 2020 se perdeu em consequência de um<br>despacho ilegal da Diretora Geral da AT, uma vez que a lei apenas permite a liquidação<br>de impostos relativamente aos quatro anos anteriores. Perdeu-se igualmente o IMI<br>respeitante a todos os anos anteriores a 2015.<br>As receitas provenientes do IMI pertencem aos municípios portugueses,<br>designadamente àqueles em cujo território se localizam as barragens. Esse dinheiro<br>pertence às populações desses municípios, e a sua não cobrança empobrece os<br>municípios, os seus habitantes e o País. O prejuízo é suportado, em última instância,<br>pelos cidadãos.<br>Portugal é um Estado de Direito, onde a lei deve ser respeitada e a sua violação<br>devidamente sancionada.<br>Exigimos, por isso, que o Estado e os responsáveis por estas decisões ilegais e<br>gravemente lesivas do interesse público sejam financeiramente responsabilizados<br>pelos prejuízos causados ao Erário Público, aos Municípios e às populações.<br>Solicitamos ao Tribunal de Contas e às demais entidades de controlo do Estado que<br>promovam a instauração de processos com vista ao apuramento das referidas<br>responsabilidades.<br>Apelamos ainda aos Municípios da Terra de Miranda e a todos os demais municípios<br>prejudicados por estas decisões que cumpram o seu dever institucional exigindo a<br>devida indeminização pelos prejuízos financeiros sofridos.<br>Terra de Miranda, 23 de fevereiro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/02/MCTM-Carta-Aberta-ao-Tribunal-de-Contas-e-aos-Municipios-da-Terra-de-Miranda_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/02/MCTM-Carta-Aberta-ao-Tribunal-de-Contas-e-aos-Municipios-da-Terra-de-Miranda_compressed.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Interferência política nos impostos das barragens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webdouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 22:49:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Interferência política nos impostos das barragens O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) torna pública a sua profunda indignação perante factos graves, que demonstram, uma<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Interferência política nos impostos das barragens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) torna pública a sua profunda  indignação perante factos graves, que demonstram, uma vez mais, como os interesses instalados continuam a ser colocados acima do bem comum e da dignidade das populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>De acordo com declarações recentes, um despacho de 2016, da Diretora-geral da Autoridade Tributária (AT) resultou de uma “informação” transmitida pela tutela governamental, ou seja, pelo então Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), sustentada numa posição da APA: a de que as barragens seriam bens do domínio público.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessa interferência política, a Diretora-geral da AT determinou:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>A anulação de todas as liquidações de IMI sobre barragens anteriores a 2016;</strong></li>



<li><strong>A devolução às concessionárias dos valores que já haviam sido pagos;</strong></li>



<li><strong>A proibição de liquidações futuras</strong>, mantendo um bloqueio fiscal que só foi revertido em 2024, por imposição do SEAF, Nuno Félix.</li>
</ol>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Esse despacho foi declarado ilegal pelo SEAF Nuno Félix, pelo Ministério Público e pelo Supremo Tribunal Administrativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ficámos a saber que essa ilegalidade teve interferência política e quem foram os seus intervenientes. Assim se explica melhor o motivo que levou o então SEAF Mendonça Mendes e do Ministro do Ambiente Matos Fernandes a Miranda do Douro, uma semana depois da conclusão do negócio da venda das barragens, a anunciarem que eram bens do domínio público e, portanto, não sujeitas a qualquer imposto.</p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">O resultado é escandaloso e inaceitável: o Estado e as autarquias perderam receitas <br>significativas, durante anos, relativas ao IMI das barragens, que tanta falta fazem onde <br>sempre fizeram: nos territórios do interior, na coesão social, nos serviços públicos, na <br>capacidade de investimento das câmaras e juntas, e na vida concreta das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos perante um caso em que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>a decisão não partiu de critérios técnicos neutro</strong>s, mas de orientação vinda da tutela;</li>



<li><strong>as concessionárias beneficiaram de milhões,</strong> que as populações perderam; </li>



<li><strong>os intervenientes ignoraram e violaram um parecer vinculativo da PGR</strong>, emitido em 2006, que já afirmava o contrário: que as barragens não integram o domínio   público.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos políticos, claramente graves, uma <strong>decisão ilegal foi imposta por interferência política</strong>, apesar de existir orientação jurídica vinculativa que determinava o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E revela também algo ainda mais preocupante:<strong> quem determinou este rumo criou dependências, compromissos e relações de pressão,</strong> num jogo de bastidores em que o<br>interesse público é tratado como detalhe descartável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MCTM rejeita firmemente este padrão de governação e de administração: <strong>que protege os grandes interesses económicos, enquanto lesa o país e as populações locais condenando-as à impotência e ao silêncio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Terra de Miranda não aceitará o silêncio como destino.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os tribunais decidiram que a lei atual obriga as barragens a pagarem o IMI.</strong><br>Inexplicavelmente, o Governo atual prepara nova interferência política, pretendendo alterar essa mesma lei, alegando que pretende “clarificar” aquilo que os Tribunais já disseram que é claro. O resultado será apenas um apagão fiscal para as concessionárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exigimos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Esclarecimento público completo</strong> sobre a cadeia de decisões que levou à perda<br>irremediável do IMI das barragens até 2019;</li>



<li><strong>Apuramento das responsabilidades políticas, administrativas </strong>e financeiras com transparência e consequências;</li>



<li><strong>Reposição da justiça fiscal</strong>, garantindo que as concessionárias paguem o que devem — sem favores, sem exceções e sem truques jurídicos;</li>



<li><strong>Indemnização das autarquias e das comunidades locais </strong>que foram diretamente prejudicadas por estas decisões;</li>



<li><strong>Que o Governo não avance com a proposta de alteração ao Código do IMI destinada a salvar as concessionárias do pagamento deste imposto.</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O território não pode continuar a ser explorado como se fosse uma zona de sacrifício permanente: produz energia, sustenta impactos ambientais e sociais, sem disso retirar qualquer vantagem. Para além disso, ainda vê o valor fiscal ser desviado por despacho e conveniências.<br>Este comunicado é um aviso claro: a <strong>Terra de Miranda está atenta, está mobilizada e não tolerará mais manobras que servem os mesmos de sempre e prejudicam as pessoas de sempre.<br>Pedimos ao Tribunal de Contas que investigue e esclareça todos estes factos graves.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra de Miranda, 26 de janeiro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/01/MCTM-Interferencia-politica-nos-impostos-das-barragens_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/01/MCTM-Interferencia-politica-nos-impostos-das-barragens_compressed.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Está iminente a cobrança do IMI das barragens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webdouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 22:42:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ministro das Finanças]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Está iminente a cobrança do IMI das barragens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Está muito próxima a cobrança do IMI das barragens, culminando uma luta histórica e permanente do Povo da Terra de Miranda e de Portugal.<br>Já foram proferidos pelo Supremo Tribunal Administrativo, 14 acórdãos, que dão razão a tudo o que este Movimento sempre defendeu. Esses acórdãos permitirão agora que os tribunais de 1.ª Instância indefiram rapidamente todas as impugnações em que as concessionárias contestaram as avaliações e liquidações do IMI.<br>Essas concessionárias podem ainda recorrer para o STA, mas já sabem que perderão. Assim, não lhes restará outra opção que não seja pagarem o que devem.<br>A consagração, pelo mais alto nível da Justiça portuguesa, daquilo que este Movimento sempre disse, é uma grande derrota para o lóbi das empresas energéticas, incluindo as que exploram barragens, centrais eólicas e fotovoltaicas, num contencioso que dura há mais de 20 anos.<br>Para além dos municípios dos cidadãos da Terra de Miranda, irão beneficiar da receita do IMI, mais de 130 municípios portugueses, onde existem centrais deste tipo.<br>Exortamos todos os municípios a que, com a máxima urgência, solicitem aos seus representantes nos tribunais tributários o requerimento aos respetivos juízes para que indefiram as impugnações, mediante a aplicação da jurisprudência já definida e consolidada do STA.<br>Logo de seguida, devem os municípios exigir à AT que promova a cobrança do IMI em dívida.<br>Desistir perante a força dos lóbis poderosos, nunca será para nós uma opção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Terra de Miranda, 10 de janeiro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/01/MCTM-Esta-iminente-a-cobranca-do-IMI-das-barragens_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2026/01/MCTM-Esta-iminente-a-cobranca-do-IMI-das-barragens_compressed.pdf</a></p>
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		<title>A Justiça deu-nos razão total        O Governo prepara-se para a boicotar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webdouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 22:49:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Justiça deu-nos razão totalO Governo prepara-se para a boicotar O Supremo Tribunal Administrativo (STA) acaba de divulgar dois acórdãos que consagram o que o nosso<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Justiça deu-nos razão total<br>O Governo prepara-se para a boicotar</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Administrativo (STA) acaba de divulgar dois acórdãos que consagram o que o nosso Movimento sempre disse: as barragens têm de pagar IMI, e os equipamentos essenciais à produção de energia acrescem ao valor das avaliações.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes acórdãos desautorizam as declarações do Primeiro-Ministro, que afirmou que a lei do IMI era duvidosa no que respeita às barragens. Desautorizam também o Ministro das Finanças que afirmou que a lei do IMI tinha muitos problemas para ser aplicada aos mesmos Centros Eletroprodutores.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desautorizam igualmente a Diretora-geral da AT que, até agora, se tem recusado a revogar as instruções já declaradas ilegais pelo Secretário de Estado, Nuno Félix, que a tutelava, mas que este governo não mandou revogar. Essa revogação deve ser feita agora, de imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Ademais, desautorizam o Governo na sua decisão de alterar a lei do IMI.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dois acórdãos do STA, mais o despacho do Ministério Público da semana passada, obrigando a AT a cobrar os 335 milhões de euros dos impostos devidos pela venda das barragens, consagram o que este Movimento sempre disse: todos os impostos (o IMI, o IMT, o Imposto do Selo e o IRC) são devidos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Está assim consumada a vitória total deste Movimento, depois de mais de cinco anos de luta intensa e quase diária.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em qualquer país civilizado, a nossa luta terminaria aqui. A Justiça decidiu, cabe agora ao Governo assegurar o seu cumprimento.<br>Mas, em Portugal, não!<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Governo prepara-se para fazer o contrário: alterar a lei do IMI, a mesma que o STA disse ser muito clara; e ainda que obriga a EDP e as concessionárias a pagarem todos os impostos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque insiste o Governo nessa alteração? Não sabemos. Mas sabemos que ela é ofensiva do Interesse Público.<br>Que fique muito claro: se tal alteração for aprovada ocorrerá um apagão fiscal à EDP — no IMI, no IMT e no Imposto do Selo — e nenhum imposto será pago.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa proposta é uma traição ao povo português, especialmente ao<br>Povo da Terra de Miranda. Traição feita por políticos que elegemos, que<br>insistem em promover uma borla fiscal à EDP.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Disso já advertimos o Governo e os principais partidos políticos.<br>Brevemente ficaremos a saber quem está ao lado do Povo, da Lei e da Justiça, e quem está do outro lado.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ganhámos na Justiça, mas podemos ser derrotados por alguns políticos que não sabem honrar o poder que lhes foi confiado pelos portugueses.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça está do nosso lado. Até agora, o Governo não.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa próxima batalha é reprovar esta proposta vergonhosa, esta<br>desonra à República e este atropelo ao Estado de Direito, que o atual<br>Governo quer fazer passar.<br>Terra de Miranda, 16 de novembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/11/MCTM-Boicote-a-Justica-compactado.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/11/MCTM-Boicote-a-Justica-compactado.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Alerta: o Governo parece não querer cobrar à EDP os 335 milhões de euros das barragens</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2025 23:44:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta: o Governo parece não querer cobrar à EDP os 335 milhões de euros das barragens Os 335 milhões de euros que a EDP deve pelo<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alerta: o Governo parece não querer cobrar à EDP os 335 milhões de euros das barragens</strong><br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os 335 milhões de euros que a EDP deve pelo negócio das barragens, bem como o IMI, podem nunca virem a ser pagos, por falta de vontade política do Governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São evidentes os factos que revelam a falta de vontade política em obrigar a EDP a cumprir as suas obrigações fiscais, em particular:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>i.     No mesmo dia em que o Ministério Público (MP) deu ordens expressas à Autoridade Tributária (AT) para que liquidasse e cobrasse os impostos devidos, indo ao ponto de os quantificar, o Ministro de Estado e das Finanças admitiu publicamente que a AT  desobedecesse a essa ordem;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>ii.    O Ministro disse que a AT “analisa e decide pela liquidação ou não”. E acrescentou: “se decidir pela liquidação, qualquer contribuinte tem o direito de litigar, de ir para contencioso tributário e de prestar uma garantia”; </p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>iii.     De seguida, o Ministro afirmou não ter lido o despacho do MP, o que adensa as preocupações sobre o objetivo das suas declarações;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>iv.     Estas afirmações são da máxima gravidade;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>v.     O Ministro esqueceu-se de dizer que a EDP tem o dever de pagar e não se comprometeu a assegurar que a administração tributária, da qual é o mais alto responsável, vai cumprir o despacho do MP;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>vi.     O Ministro anunciou que ia propor uma alteração ao Código do IMI onde se pretende estabelecer que, só a partir de agora, as barragens estão sujeitas ao IMI e que o não estavam em 2020;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>vii.     A ser aprovada esta proposta, caem por terra os 112 milhões de euros da dívida do IMT e do Imposto do Selo que o MP mandou liquidar porque, segundo o mesmo despacho, não havendo sujeição ao IMI, também não haverá ao IMT nem ao Imposto do Selo;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>viii.     O despacho do MP deixa muito claro que as barragens, incluindo todos os seus equipamentos, sempre estiveram sujeitas ao IMI, evidenciando que esta alteração legislativa só serve para beneficiar a EDP;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>ix.     Em junho de 2024, o mesmo Ministro das Finanças afirmou que a Lei que sujeita as barragens ao IMI era muito duvidosa, nunca tendo defendido a legalidade das liquidações do IMI das barragens. Essas afirmações do Ministro foram desmentidas diretamente pelo mesmo despacho;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>x.    O Primeiro-Ministro afirmou também na AR que a Lei do IMI não é clara, quanto à sujeição das barragens ao imposto. O despacho do MP desmente também estas afirmações;<br><br>xi.     Este despacho do MP é a quarta ordem que a Diretora-geral da AT recebe para liquidar impostos à EDP;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>xii.   Já tinha recebido três ordens do Secretário de Estado que a tutelava a mandá-la liquidar o IMI. Não tendo cumprido o primeiro, cumpriu com erros primários o segundo;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>xii.    A AT demorou dois anos a cumprir os três despachos. Esse atraso, sabemolo <br>agora, impediu o MP de concluir este processo antes do decurso do prazo legal de caducidade do direito à liquidação;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O MP deu à AT apenas um ano para liquidar o Imposto do Selo, o IMT e o IRC;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O conjunto destes factos abala a nossa confiança no Governo, o que acresce à perda de confiança na Diretora-geral da AT, já antiga. Apesar disso, exigimos ao Ministro o seguinte:<br><strong>a.</strong>   Que mostre publicamente o compromisso com as funções que jurou desempenhar no cumprimento do Interesse Público e assegure que tudo fará para que o despacho do MP seja imediatamente cumprido;<br><strong>b. </strong>  Que não avance com a proposta de alteração ao Código do IMI, porque apenas serve para que a EDP se possa livrar de pagar todos os impostos municipais (IMI e IMT) que deve;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Aos partidos parlamentares pedimos que chumbem a proposta do Governo. A todos diremos que estamos vigilantes e que não nos enganam, por muito que tentem, nem nos compram.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A todos os portugueses pedimos que estejam em alerta máximo e que não se deixem enganar por quem tenta por todos os meios possíveis e imaginários, promover um apagão fiscal, livrando a EDP de pagar qualquer imposto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A história julgará os responsáveis por todos estes estranhos acontecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Terra de Miranda, 10 de novembro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/11/alerta_movimento-compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/11/alerta_movimento-compressed.pdf</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Carta aberta aos autarcas eleitos</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2025 22:38:05 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Felicitamos todos os cidadãos da Terra de Miranda que foram eleitos nas recentes  eleições autárquicas para os nossos três municípios: Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A vossa função agora é servir o Interesse Público da nossa Terra e representar os cidadãos que vos elegeram. De vós esperamos verdade e determinação para ultrapassar os graves problemas da nossa Terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Continuamos a perder população, o rendimento médio por cada habitante da Terra de Miranda é de cerca de metade do de Lisboa e a nossa economia continua em queda. Este processo dura há 60 anos e é já uma ameaça para a própria existência dos nossos municípios.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É possível inverter este caminho que nos conduz ao abismo. Para isso, temos recursos naturais, culturais, linguísticos, históricos e ambientais. Mas, para isso, precisamos de nos unir, de ser humildes, em especial quando temos posições de poder; de ouvir os outros e de incentivar quem quer participar na construção do nosso futuro comum. Aos autarcas eleitos oferecemos, sem nada pedir em troca, o nosso trabalho cívico, o nosso conhecimento e a nossa disponibilidade para trabalhar em conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Precisamos todos de fazer algo de muito diferente daqueles que nos antecederam. Juntos, venceremos a batalha da cobrança dos impostos das barragens, cujos meios financeiros são essenciais para reerguermos a nossa economia, de modo a aumentarmos o rendimento dos cidadãos dos nossos municípios e sermos capazes de atrair e aumentar a nossa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Como dissemos várias vezes, juntos ganharemos esta batalha. Mas continuamos a necessitar de muito mais diálogo, franco, aberto e sem partidarismos, com os municípios.  Juntos, conseguiremos que as concessionárias das barragens paguem tudo o que nos devem.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Juntos, com exigência e credibilidade, conseguiremos que o Estado Central cumpra a sua obrigação constitucional e prioritária de aproximar as condições de vida da nossa Terra às de Lisboa.<br>Juntos, conseguiremos implementar o Plano Estratégico para a Terra de Miranda. Só pedimos uma coisa aos nossos autarcas: diálogo, humildade e que coloquem os interesses da nossa Terra acima dos interesses partidários. Porque a hora é grave. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra de Miranda 26 de outubro de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/10/MCTM-Carta-aberta-autarcas_compressed.pdf">https://terrademiranda.org/wp-content/uploads/2025/10/MCTM-Carta-aberta-autarcas_compressed.pdf</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://terrademiranda.org/carta-aberta-aos-autarcas-eleitos/">Carta aberta aos autarcas eleitos</a> aparece primeiro em <a href="https://terrademiranda.org">MCTM</a>.</p>
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